Experiência:
- Estagiário de redação na Agência Experimental Sapiens (2 anos)
- Estagiário de redação na Agência Kaktus (1 ano)
- Redator na Agência 55 Brasil (recém-chegado e atualmente trabalhando).
Prêmios:
- 3º colocado no Festival de Gramado (vídeo institucional para a Agência Sapiens)
- Short-List no Prêmio FUC (concurso de criação publicitária para estudantes - abrangência nacional)
[prêmio ainda em andamento, resultado só em novembro]
Sou redator publicitário, 22 anos, carioca da gema e seguidor dos tão falados 90% de transpiração.
Antes que me perguntem, a resposta é não. Não sou apaixonado por publicidade e nem quero ser. Sou apaixonado por mulheres, futebol, amigos, e um monte de outras coisas, mas não por publicidade.
Já tive namoradas, me apaixonei, briguei, terminei e chorei, e muito. Mas hoje vivo sem elas com a maior facilidade do mundo, cada dia mais feliz e com mais mulheres(questionável). A vida, cruelmente, já me separou de muitos amigos de infância, mas hoje tenho outros amigos, outras histórias. Nenhum deles foi esquecido, mas a companhia dos atuais me faz tão bem quanto os passados. É por isso que eu afirmo com toda certeza: não sou apaixonado por publicidade, não seria capaz de pensar em outra profissão mesmo usando toda a criatividade que dedico a meus títulos.
Mas é agora que você vai tentar me desmascarar. Ninguém nasce querendo ser publicitário, nenhuma criança fala isso. É verdade, na infância eu queria ser astronauta, mas filmes como Apolo 13 me assustavam, assim como os desenhos do Pica-Pau quando era atacado por formigas alienígenas. Na adolescência, eu queria ser o J.R. Duran, mas se minhas mãos tremem até quando bato fotos de família, imagina eu no papel do cara, era demissão no primeiro ensaio.
Eu posso nunca ter aprendido o nome certo, mas eu ficava babando com a profissão do marido da Feiticeira, não o Belfort, eu estou falando da feiticeira do seriado(reprise, já disse que tenho 22). Olha a ironia: depois de pensar sério em ser astronauta ou fotógrafo de mulheres peladas, eu nunca pensei sério em fazer o que "o marido da feiticeira" fazia. Fala sério, pra mim aquilo era bom demais, era impossível.
Minha carreira foi decidida quando eu corri o dedo por uma lista de opções para fazer faculdade. Confesso que até hoje não passei da letra P, não diria nem que foi um estalo, foi o meu primeiro insight.
De lá pra cá, essa certeza só se fortaleceu. Estou cursando a Universidade Estácio de Sá - Campus Tom Jobim, comecei pegando experiência em uma agência modelo da faculdade, a Sapiens. Lá aprendi muito e ainda tive a primeira emoção de ficar bem colocado em um grande concurso. Ficamos em 3º lugar da categoria universitária do Festival de Gramado com um vídeo institucional sobre a própria agência. Dois anos depois fui chamado para ser estagiário na agência Kaktus Comunicação e Marketing, onde trabalhei por 1 ano na área de redação, e hoje, sou redator na Agência 55 Brasil. A experiência com o mercado real é totalmente diferente. As pressões são reais, os prazos são reais, e nossas pizzas de madrugada também. Agora já dá para entender o que se falava nas primeiras palestras da faculdade. Para trabalhar com publicidade, tem que ser "apaixonado" por ela. Mas não vamos voltar a essa assunto, depois usar meus 90% de transpiração multiplicado por N anos de carreira, espero voltar à faculdade para defender minha teoria do outro lado do auditório.
Abraços,
Alexandre "Antigo" Del Negro